14 de fev de 2007

As investigações continuam...

Não faço acusações, só comento aquilo que leio na imprensa, que leio na mídia eletrônica e que ouço nos bares que freqüento, que aliás são os mesmos que a camarilha que está no poder freqüenta, portanto não falo novidade nenhuma.

Mas há sempre uma novidade no ar, em geral ruim. Essa turminha é pródiga em criar fatos negativos, embora se esmerem em tentar criar factóides positivos. É uma besteira atrás da outra, quando não é um escândalo atrás do outro.

Agora deram para investigar. Se fossem realmente bons nisso, já teriam esclarecido o fogo da kombi, as notas da Sear, os pagamentos ao Atalho, o escândalo da fita ou do vídeo, o apodrecimento da carne, as medições do transporte escolar, e por aí vai. Se fossem bons nesse assunto já teriam limpado seu quintal, sua calçada e sua vitrine.

Mas não, nem bem sabem como investigar e já querem sair por aí ameaçando e fazendo pressão para descobrir sabem o que? Quem é esse que escreve esse despretensioso blog.

Não sei a que pretexto, mas sei que agora o grande problema dos assessores do prefeito abúlico é me localizar. Talvez pensem em entregar a ele minha cabeça numa bandeja, isso quando ele estiver acordado, ou seja, perto da hora do almoço. Só vão estragar o apetite do pobre sofredor.

O que fiz eu para causar tanto interesse à camarilha? Ajudei na campanha? Não, isso nem conta mais, graças a Deus. Escrevo o blog, é isso que causa tanto interesse aos vassalos do dorminhoco.

Não sei se estão interessados em saber quantas pessoas lêem o que escrevo, de quais cidades o blog é acessado, quantos leitores fiéis o blog tem. Tenho tudo isso documentado, mas acho que não é de interesse público.

Talvez queiram saber da correspondência que o blog recebe, das dezenas de denúncias que chegam por email e cuja publicação é solicitada. Pode ser mesmo que se interessem por isso, é realmente interessante, para os mais curiosos isso deve causar comichões, mas não posso divulgar essas coisas por não querer fazer com que as denúncias mais sérias, que estão sendo averiguadas pelos vereadores, sumam num mar de fofocas que não têm base de comprovação.

O blog não divulga denúncias, quanto mais infundadas. Divulga sim o diz que diz, ou o diz que diz que, divulga e reverbera aquilo que já está na imprensa, aquilo que já se tornou de domínio público. Divulga também o que é ouvido das "vozes roucas das ruas", aquilo que toma forma até de verdade, embora muitas vezes não passe de uma construção mitológica que vem tomando corpo e forma pela intensidade em que é dito e comentado.

São as coisas que se ouvem nos bares, e os investigadores sabem do que falo, disso eles sabem muito bem. Das coisas que ouvimos nas filas dos supermercados, até mesmo nos dos cunhados do homem forte da camarilha, o Beiçola. Nas filas dos postos de saúde, nos pontos de ônibus, nas portas das escolas, nos postos de combustível, nas padarias, nos açougues, nas pizzarias, no comércio do centro, na Batista.

São coisas que ouvimos por aí e que todos sabem que são ditas e pensadas pelos sofridos, por aqueles que a prefeitura deserdou, embora sejam tão contribuintes quanto aqueles que são privilegiados pela política(?) elitista que a camarilha impôs aqui em Bauru.

Fala-se, por exemplo, que quem manda é a dupla da zaga, o Beiçola e o homem de nome plural. Diz-se, abertamente, que o prefeito faz o que pode para criar uma situação onde possa eleger o Beiçola como seu sucessor. É de se duvidar? Não, claro que não! Ele já não inventou o Izzo? Ele já não nos deu esse presente de grego uma vez?

Diz-se também que o prefeito dorme em serviço. Aí existem três elementos que fazem com que essa crença viaje pelos ventos. Não falo de três maus elementos! Falo de humor!

São o humor popular, a vingança que o povo exercita através do estigma que impõe aos que considera traidores; o humor das elites, o pisoteamento que os bem nascidos fazem questão de exercer sobre aqueles que consideram seus subordinados, seus comprados, e é assim que nosso prefeito é considerado por eles; e o humor da piada pronta e fácil, daquela que não se deixa de fazer nem sob o risco de perder um amigo. Quem é que não ri quando se diz que o prefeito é dorminhoco? Quem é que não ri quando se comenta que ele tira uma soneca depois do almoço?

Mas não é só através do humor que se faz a crítica, não podemos rir de tudo, até por que há coisas muito graves ocorrendo e não podemos deixar que virem somente piada e chacota.

Há, por exemplo, o já citado pagamento ao Atalho, por reportagens favoráveis ao Beiçola. Até agora não vimos nenhuma resposta firme por parte de quem as deve. Ouvimos sim que o Beiçola disse ter lido a matéria antes, mas que não pagou nada por isso. Não é de se estranhar? Imaginem só se todo mundo quisesse ler as matérias antes de sua publicação, seria possível? Eu mesmo nunca soube disso, me causa surpresa que alguém tenha esse privilégio; em troca de que?

Mas não é só isso; quem foi, dos envolvidos, que esclareceu a coleta de dinheiro, dois milhões!, para o tal carnaval? Quem esclareceu como foram escolhidos os "coletores"? Quem explicou como e por que o secretário da cultura escolheu a Pró Cultura para elaborar o projeto? Quanto custou isso? Não temos em Bauru gente que poderia ter feito igual ou melhor? E como se explica que o secretário da cultura escolheu como "parceiros" pessoas que têm passivo, uma delas recém demitida do estado a bem do serviço público? São parceiros ou comparsas?

E há muito mais coisas, muitas coisas mesmo. É só ler o blog de fio a pavio e acompanhar as interrogações. Se os tais investigadores fizerem isso, fora do horário de serviço, saberão como alertar ao prefeito de que as coisas vão bem mal, muito mais do que parece.

Investigar é exatamente isso: interrogar e acompanhar as interrogações, é isso que faço no blog, é isso que os blogueiros, daqui de Bauru e do mundo, fazem. É uma nova forma de se exercer o direito ao saber, ao direito de conhecer aquilo que é feito com o nosso dinheiro pelo nosso empregado mais bem pago que é o prefeito.

É saber se é verdade, e se ele sabe que comentam, que ele dorme no horário de serviço.

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