11 de dez de 2006

Alerta


Fui avisado por um amigo, que lê nosso blog e é advogado, que ele foi consultado por pessoas próximas aos poderosos do DAE e da prefeitura se não havia algo na legislação que indicasse que eu não poderia fazer campanha para que as pessoas deixassem de pagar as contas de água e esgoto e de recolher os impostos municipais.

Gostaria de esclarecer que não fiz campanha nenhuma, embora devesse, pois o descaso, o desmando, o descompromisso e a petulância desse nosso governo só nos fazem desejar que ele termine o mais breve possível e sem poder causar mais estragos do que os que já vem causando.

O que fiz foi dizer como vou me portar, não convidei ninguém a fazer o mesmo. Não fiz campanha até por não ter dinheiro para pagar os órgãos de comunicação. Nem dinheiro meu, nem de amigos fornecedores e muito menos dinheiro público.

A situação de nossa cidade é grave, nosso orçamento precisaria ser 42% maior, ou seja, é 30% menor que o necessário. Os 700 e poucos reais per capita estão muito longe de permitir investimento e crescimento. A Cidade sem Limites está limitada a somente sobreviver, aos trancos e barrancos, e ainda cai na mão de gestores que não levam em consideração a vontade da população e a vocação do município.

Vou pegar o DAE e seu presidente, o cunhado, como exemplos. Numa simples olhadela que dei em dois exemplares do "house-organ" da empresa, pude observar quanto é vaidoso e cara de pau o papagaio de pirata que nosso prefeito empurrou para administrar essa empresa que é de todos os bauruenses. Será que o prefeito não sabe que, se o dito cujo fosse bom mesmo, a família de sua esposa não deixaria de tê-lo na administração de suas empresas?

O "house-organ" chama Atitude, o jornal que falou bem do DAE chama Atalho, e por aí vai, nosso dinheiro pagando as campanhas do cunhado presunçoso. Seu nome é constantemente plantado como alternativa para o Palácio das Cerejeiras. E eu vou sustentar essa sem-vergonhice?

Não bastasse ser ilegal, é ainda imoral que alguém, sem passado político, motivado por ambições pessoais e para tentar provar para a família que é capaz, movimente fundos públicos em benefício de seus projetos políticos. Alguém sem tradição, que ninguém se lembra onde estava no período das lutas pela reconquista da democracia, se auto promove, seduz e engana nosso prefeito, é levado por este a administrar empresa importante e usa dela para se auto promover novamente. É demais!

Não vou pagar e pronto. Vou fazer isso sozinho, num ato de resistência civil ao descaso e ao desmando que imperam por culpa desses inoperantes. Só volto a pagar depois que ficar esclarecido como é que foi paga a reportagem do Atalho e que função tem esse jornaleco Atitude, o "house-organ" do DAE, e por que publica tantas fotos do cunhado, presidente da empresa, e do chefe de gabinete do prefeito. Tenho que fazer justiça: do prefeito mesmo, que foi em quem votamos, o tal Atitude nem fala tanto.

A campanha que poderia fazer, se fosse bom desse tal de marquetingui, seria a que diria ao prefeito: "Se o cunhado fosse bom estaria nas empresas da família!".

Agora, se vierem com atitudes covardes, assim como estão fazendo com o Nelson Fio, se quiserem mudar o foco do problema em que estão envolvidos até a cabeça e pensam que eu vou me calar, erram. Eu nunca tinha comentado essas questões até terem explodido na cabeça dos petulantes, de agora em diante me sinto obrigado a comentar o tempo todo, não só aqui no blog como de casa em casa e de bar em bar.

O chefe de gabinete, o plural (de que mesmo); o presidente do DAE, o cunhado (de quem mesmo); os bambis e o Bambão; e o prefeito, se não se curvar às evidências; todos eles serão alvos de comentários não só meus, mas de muitas pessoas que amam Bauru e que querem seu bem e que, principalmente, têm vergonha na cara.


2 comentários:

chineloneles disse...

Caro Bruno:
Pagar o IPTU para que mesmo? E a água?
Poderíamos transferir os "automóveis" para Agudos,Pederneiras ou Arealva. Pelo menos saberíamos que o IPVA seria bem gasto.

Paulo Mandarino disse...

E quem disse que não se pode fazer campanha contra pagar impostos?

O Estadão fez, durante o governo Sarney, contra o Imposto de Renda, e ninguém soube que tivesse sido processado.

Essa cambada que tem que receber um puxão de orelha.

Acho boa a idéia de parar de pagar e recolher, só que tem que ser uma campanha mesmo, a idéia tem que ser divulgada pelos meios de comunicação.

Vamos em frente?