16 de dez de 2006

Coluna do meio

Bem feito!

O prefeito abúlico e o núcleo flácido e enrugado do poder receberam aquilo que merecem: uma derrota acachapante.

Lutaram covardemente, usaram de todas as armas desiguais que puderam, prometeram e distribuíram mundos e fundos, fundos alheios, claro. Pediram, imploraram, mandaram e ameaçaram. Fingiram que tudo ia mudar, juraram que tudo ia voltar a ser como antes.

Tentaram e fizeram manobras que supunham inteligentes, como supõem que são mais inteligentes que os demais. Usaram e abusaram da arrogância, da petulância e da prepotência. Deixaram transparecer que se acham maiores e melhores que os demais mortais.

Fizeram reuniões que invadiram a madrugada, seguraram o diário oficial na gráfica, fingiram que esqueceram de ligar para um (ex) companheiro político. Repatriaram (como li num jornal de hoje) um de seus mais importantes homens, o cunhado boca mole, para a câmara. Deram ordens de serviço para obras que eram necessárias há muito tempo. Ofereceram cargos. Deram cargos.

Enfim, como dizia certa personagem de antiga novela, "fizeram de um tudo". Até beijaram na boca.

Pensaram que seria assim: o boca mole voltaria para a câmara e, usando de sua habilidade e experiência, resolveria a parada. Ou seria presidente, à custa de muitas ofertas que seriam custeadas por seus amigos, os mesmo que bancam suas peripécias, ou, na pior das hipóteses, inverteria o resultado, garantiria a vitória dos que acham que a câmara é somente um braço do executivo, e voltaria para o DAE, onde continuaria a enfernizar nossas vidas e a mandar fazer reportagens sobre sua "capacidade administrativa".

Deu tudo errado. Posso usar uma expressão meio feiosa? Lá vai: se cagaram inteiros.

Nada do que planejaram deu certo. Nem as mais caras manobras, custeadas com dinheiro público, nem as "jogadas de mestre" como a ida do prefeito abúlico ao gabinete do presidente da câmara, nem a volta do boca mole, nem as obras de última hora, nem o choro e nem as velas deram conta de fazer com que alcançassem seu intento de calar o legislativo.

A cada coisa se presta um homem! Reparem bem: o cunhado boca mole, que é vereador, se prestou a voltar para a câmara, sem sequer avisar o suplente de seu partido que exercia o mandato, para, supostamente, articular a derrota dos seus pares que lutam pela independência dos poderes. Isso é coisa de pessoas que são chamadas de traíras, de quintas colunas; isso não é coisa de gente de bem.

Mas tem mais: o perna bamba, o desajeitado, volta para câmara fazendo ofertas e ameaças. Numa mão um pacote de presentes, na outra uma clava. Esse é o homem que tem a confiança do prefeito abúlico. Dá para confiar num prefeito desse?

O cunhado boca mole vem com pose de general, assume o comando das manobras todas, tem caixa, tem ofertas a fazer em nome do chefe do executivo, humilha os adversários, dá pernada, chuta na canela e perde o jogo. Eu é que não queria um perna bamba desse do meu lado.

O que me deixa preocupado é que o derrotado pode voltar para o DAE. O perigo agora é ele cagar na caixa d'água.

Pisada no tomate

Para mim o Rodrigo Agostinho foi a grande decepção. O Futaro Sato pisou no tomate, o Rodrigo no tomateiro todo. Do resto eu não aceitaria os votos mesmo.

Um comentário:

chineloneles disse...

Caro:
Rodrigo Agostinho não pode ser considerado decepção. Nunca vi o jovem ter posições firmes e coerentes na Edilidade bauruense.
Futaro Sato é o conhecido político rolha... não afunda nunca e está sempre ao lado do poder.
Abs