21 de nov de 2006

Coluna 1

Meu pai dizia que de um homem que "amunta" em camelo e que fala através de provérbios nunca devemos duvidar, mas, ao mesmo tempo, também alertava que não era para confiar.



Pé esquerdo

Segundo a coluna Entrelinhas do JC, ontem não foi o dia de Tuga (Ó Senhor, concede-nos sempre o convívio dos poderosos, mas mantém-nos incólumes...). Aliás isso vem acontecendo já há alguns dias, pelo menos desde que trocou vilipêndios, impropérios e vitupérios com a senhora mãe do menino mimado (O macaco, aos olhos de sua mãe é uma gazela.) .



Meu pai também dizia que mais forte que macumba só "catiça de beduino". Ele contava uma história de seu vizinho (Deus seja tão bom contigo que te dê vizinhos sem olhos.) de comércio, um sírio, que teve um desentendimento com o viajante, um libanês, e mandou "sangrar um bode" para o desafeto. Não se passaram quinze dias, na volta do tal viajante, se pôde perceber o efeito do feitiço: já na estação ferroviária ele foi roubado de toda sua mercadoria, perdeu o dinheiro que tinha, os documentos e até a peruca que usava. Teve que recorrer àquele do início da história que, já vingado, providenciou tudo, mercadoria e dinheiro, inclusive um chapéu para o primo esconder a calvície que tanto o envergonhava.



Seria o caso?

Tuga estaria sendo vítima de alguma catiça dessa? Desde que venceu a eleição vem tendo dissabores, mas não eram tantos quantos são agora depois do bafáfá em que se meteu com a super mãe do menino mimado. Precisamos pesquisar pela cidade e ver se alguém deu falta de um bode ou de um cabritinho...



Senão vejamos:


Pé na bunda

Seu chefe de gabinete (Conhece-se o mau trabalhador no meio da tarde.) demite um subordinado bem no dia seguinte a um notinha de jornal ter colocado o demitido em foco. O que acontece? Todos os olhos se voltam para Tuga que nem tinha nada a ver com isso. Sua única responsabilidade é a de ter um chefe de gabinete (Qualquer coisa que a mulher louca cozinhe, o marido cego come.) que não tem habilidade nenhuma .



A pé (Pane seca)

O prefeito vai à Câmara, fazer uma visita protocolar e planejar uma pescaria com o presidente (Janta-o antes que ele te almoce.) da egrégia. Na hora de ir embora seu carro não sai do lugar, está sem combustível. Quem cuida do abastecimento? Seu chefe de gabinete (Fez do lobo o guardião das ovelhas.), o tal que não tem habilidade nenhuma e que controla gasolina até de ambulância, já pensaram no risco?





A pé (Carona)

E a desgraça não para por aí, Tuga é obrigado a aceitar carona de um vereador cujo discurso dá sono em cafeína (Louco é o viajante que quer construir uma casa no caminho.). Seria mera coincidência? E o vereador (Sim, ela concebeu em segredo, mas vai parir em público...) diz a Tuga (Um segredo de dois vira de dois mil.) e à imprensa toda, pois não perderia essa chance jamais, que o (ir)responsável pela falta de combustível no carro do prefeito é o chefe de gabinete(Ele joga a pedra e depois diz: "É o destino".), o mesmo que demitiu um subordinado e deixou o peso para o prefeito carregar.



Pé frio

E o tal chefe de gabinete é o mesmo que acompanhava o prefeito quando do arranca rabo com a mamãe (O caipira é caipira, mesmo que tome sopa em colher de chá.) do menino mimado. Dizem os bem informados que o chefete (Ele deu os pêsames e chorou, mas nem sabe quem morreu.) correu a se esconder na cozinha, deixando o prefeito sozinho na maior saia justa da história política de Bauru. Aí o ciclo começa a fechar, dá para perceber que as coisas se encadeiam, que há um princípio superior que determina a organização do Universo.



Pé de coelho

Por precaução deveríamos recomendar ao prefeito que tome um banho de sal grosso e amarre uma fitinha no pulso, não daquela que o Alckmin usava, pois essa dá mais azar ainda. Se alguém tiver em casa um pé de coelho, que empreste ao prefeito pois agora teremos que usar de todas as armas contra o que quer que seja que encostou nele e não o deixa nem almoçar em paz.



Outros sinais

Não fosse a maré de má sorte por que passa, o prefeito já teria resolvido ouvir os conselhos diários que lhe dá, de mão beijada, e de forma humorada, o Antonio Chinelo, no blog Chinelo Neles (Com um bom conselho, antigamente ganhava-se um camelo; hoje, a inimizade...). Chinelo (Antes inimigo do príncipe do que do guardinha.) vem há dias alertando nosso alcaide que ele está cercado por interessados (O rato aconselhou o dono da casa a matar o gato e a comprar queijo!) no final inglório de sua carreira política.



Pés de chinelo

São os neo-tuguistas (Muro baixo, o povo pula.) que Antonio Chinelo não deixa de denunciar toda vez que pode.



Chineladas

Chinelo alerta o prefeito sobre diversos de seus assessores que têm trazido mais problemas para a administração do que os que têm resolvido. Para cada um deles um provérbio. Lanço aqui um concurso, a quem cada um dos provérbio se refere?


Pai dele, alho; mãe, cebola. Como pode ele cheirar bem?

Quem diz que o leão é um jumentinho, que vá pôr o cabresto nele!

Não pressiones demais o covarde que ele vira valente.

Eu já falei que é boi, mas ele insiste em querer ordenhar...

Pronto! Chegou o juiz cassado e o ex-padre.

O que é mais doce do que o mel? Vinagre grátis.


Enquanto isso...
Defeito que agrada o sultão, vira virtude.

Quem ocupa o poder tem metade das pessoas contra si... isto, se ele for justo.


Citando a fonte: 250 Provérbios Árabes - Luiz Jean Lauand

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